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        Foto de perfil de Beatriz Almeida
        [Debate] Som Por Elas

        Beatriz Almeida postou uma atualização no grupo Logo do grupo [Debate] Som Por Elas[Debate] Som Por Elas

        um ano ago

        Como fica a mente do artista entre um projeto e outro? [O famoso como ta a mente do palhaço 🤡]

        Vi esse video no Tik Tok de Duda Beat e refleti sobre como deve ser dificl pra voces, artistas, lidar com o hiato criativo. Quis muiro saber, como é por ai? Bora bater esse papo!

        Video: https://vm.tiktok.com/ZMSMTos5Y/

        vm.tiktok.com

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        4 Comentários
        • Foto de perfil de Ayrá Soares
          Ayrá Soares

          Vi o vídeo agora e tem tudo a ver com o que pensava mais cedo ao olhar artistas famosas, com quem algumas pessoas já me compararam no Instagram, e pensar como a expectativa dos outros (e as minhas também já foram) são angustiantes. Eu fico pensando que não quero lidar com esse tipo de angústia. A vida já é tão difícil, conta pra pagar, racismo, machismo pra enfrentar. Quero muito achar uma forma de ver a música como ofício que vai me garantir dignidade, porque também é com música que alimento minha alma e tenho transes, porque componho e tem gente que gosta e se emociona com o que eu faço, então tem uma função social aí, mas quero achar um jeito de viver a arte sem cair nessa autocobrança que eu acredito que é muito alimentada pela forma como o mundo hoje vê a arte, como mais uma mercadoria onde o topo vem pela meritocracia, e a arte pra mim não pode ser isso, ela precisa ser tão satisfatória/difícil como a execução de qualquer outro ofício importante. Uma vez perguntei a uma professora de canto que tive se ela não sentia falta dos palcos e ela me respondeu que não, achei incrível ela estar bem resolvida com esse lugar da música na vida dela, depois essa mesma pessoa desabafou sua frustração por não ter acontecido e eu fiquei me perguntando o que é esse “acontecer”… minha reflexão não tem conclusão, não digo que aquilo é certo ou errado porque cada um tem um caminho e uma natureza que lida com esse caminho. A minha verborragia é só um papo de mesa de bar sobre o que a Duda sente e sobre, acredito que todas nós, em algum momento já sentiu ou vai sentir. Ah me lembrei de uma frase que amo de Leitieres Leite que tem a ver, ele disse: “Somos operários da música”

          um ano ago
          • Foto de perfil de EuLá
            EuLá

            Vou começar partindo do ponto que Duda coloca sobre comentário do fã: “ – eu preferia sua versão deprimida!”. As pessoas querem se identificar, sentir que não estão sozinhas nas experiências, penso que por isso os fãs existem. Por outro lado, falando agora como artista independente que compõem, o custo de um estado deprimente é alto, perigoso e pode nos levar à caminhos de fim, e quando esse processo é vivido, é experimentado de forma individual o público só tem acesso quando lançamos e até lá será possível “sobreviver”? Me vejo numa luta diária por equilíbrio emocional, a arte sem dúvidas foi um dos meus primeiros meios de terapia, escrever sobre as dores/ medos, porém se manter nesse estado é problemático. Comecei pensar o quão interessante minha música também é quando compartilho sobre conquistas e curas? Precisei desapegar da ideia de aceitação do público, por mais contraditório que pareça, abrir mão de um público que passou a ser fã pela narrativa da dor e passar a ter possibilidade de me comunicar e gerar identificação em um novo público. Outro aspecto que tô levando em consideração é que com o passar do tempo, a idade muda, as experiências também, com isso os assuntos serão outros, e novos públicos. Lidar com a rejeição como ser humano nunca foi algo fácil, porém necessário. Tenho compreendido meu momento como uma mulher de 34 anos, mãe solo, com deficiência que inevitavelmente coloco isso nas composições, com isso percebi que talvez a maior dificuldade como artista independente é lidar com sua realidade. Será que acolho minha narrativa? Estou pronta pra isso? E tá tudo bem o artista que escolher compor sobre assuntos fictícios que não façam parte da sua vivência, mas não é o meu caso. A terapia tem tido uma influência grande em minha arte, fazer uma releitura da minha vida tem me trazido novos assuntos para compor, e quem me dá a coragem de lidar com essas novas narrativas é a terapia. Ter peito para sustentar! Duda fala sobre o hiato, vale lembrar que o hiato é só para o público, para o artista não existe pausa, a vida continua acontecendo, por isso entendi que me acolher na minha rotina no trivial da vida é justamente o que me possibilita criar. Gilberto Gil fala “a arte é ordinária”, consigo acessar o medíocre do dia a dia? E ao me entregar pra o inevitável da vida poder a partir disso extrair a arte no viver, a mágica escondido no tédio, o presente no ócio, as revelações do silêncio. Percebi que ser artista é muito além de criar coisas, ser artista tem sido ME CRIAR!

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            um ano ago
            • Foto de perfil de Ana Carolina Dantas
              Ana Carolina Dantas

              Esse momento chega pra gente em diversos pontos. Me sisto exatamente como ela nesse video: Dividida entre o que tem me sustentado financeiramente e as criações ficando empoeiradas e amareladas na gaveta , que eu tanto sonho em entregar pro mundo. A gente se perde entre o objetivo inicial e o momento atual várias vezes. Mas eu acho que o ideal é sempre se propor e rever a rota. É levar a sério o clichê de que “nunca é tarde”. É entender que o fã desse exemplo, que sente falta da versão anterior, ainda te acompanha e que “o cliente que reclama é o melhor: ele te propõe desafios. Os outros, simplesmente vão embora e nada dizem”. E que, de repente, tem algo guardado que conversa com esse fã que logo vai falê-lo comentar: “É disso que eu tô falando”. Nesse momento eu tenho ouvido dos meus “C.D. Lovers”: A gente não entende porque seu hiato está demorando tanto. E sei… Eles vão ficar felizes com a retomada. É confiar… Fazer acontecer e confiar

              um ano ago
              • Foto de perfil de Alissan Santos da Paixão
                Alissan Santos da Paixão

                Achei sincero e necessário esse desabafo da Duda.

                Esse tal hiato tem mais a ver com a cobrança do mercado por produções desenfreadas e pela liquidez e velocidade das coisas nesse tempo.

                O artista não tem mais tempo de sentir e nem de viver experiências densas.

                Como irá coisas com a profundidade e verdade necessárias que tocará o outro?

                Esse angústia toda é fruto do mercado. Hoje mesmo estava ouvindo Marina Sena dizendo que, no futuro, quando tiver com 50 anos, fará um álbum com calma e com densidade.

                O negócio é a gente entender onde está o equilíbrio entre a pressão do mercado e o fazer artístico apurado; sentido.

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                um ano ago


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