Gabriela Lima é uma das vozes mais expressivas da nova geração do samba baiano. Nascida em Salvador, carrega no sangue o legado musical herdado do pai, o consagrado sambista Walmir Lima, e do avô, o maestro Carlos Lima. Desde muito jovem, mergulhou no universo da música popular brasileira, iniciando sua trajetória como backing vocal nos shows do pai e logo despertando para sua própria identidade artística.
Cantora, compositora e intérprete, Gabriela transita com naturalidade entre o samba tradicional, o samba de roda, o ijexá, o axé e a MPB, criando uma sonoridade contemporânea que reverencia as raízes afro-baianas. Seu repertório é marcado por releituras criativas e por composições autorais que tratam de amor, ancestralidade, resistência e espiritualidade.
Com mais de 10 anos de carreira, Gabriela já se apresentou nos principais espaços culturais e palcos da capital baiana, como o Carnaval de Salvador (blocos Só Samba de Roda e Mulheres na Folia), Teatro Vila Velha, Largo do Cruzeiro de São Francisco e festivais como a Noite do Samba. Em sua trajetória, já dividiu o palco com artistas como Edil Pacheco, Illy, Orí, Taian Paim e Lua Novaes.
Lançou dois álbuns autorais:
🎵 Samba Sambista (2017) – um tributo às suas referências do samba;
🎵 Minha Essência (2019) – um mergulho mais pessoal e afetivo, com releituras de sambistas baianos e músicas do próprio pai.
Em 2022 e 2023, Gabriela se destacou com singles colaborativos como Coração e Alma, Louca por Você e Samba pra não voltar, além da potente faixa Minha Guia, Meu Cantar – uma homenagem a Iemanjá lançada no 2 de fevereiro, que integra o EP Vertentes. Essa canção reafirma sua conexão com o sagrado e com o feminino, temas constantes em sua estética musical.
Atualmente, lidera o projeto “Samba, Axé e Sextou”, com apresentações semanais que celebram os 40 anos da axé music, unindo músicos experientes para interpretar clássicos do gênero com a sua assinatura vocal marcante.
Com mais de 40 composições próprias, Gabriela Lima é uma artista que une tradição e inovação, sendo um nome fundamental para entender o movimento do samba feminino da Bahia, cada vez mais protagonista e plural.
